A Dama das Camélias



Por Alexandre Dumas Filho


- O que é isso, Margarida? Alguma coisa está acontecendo! Essa agitação não é só por causa da notícia que eu dei... você mal se tem em pé!… Aconteceu alguma coisa … Essa carta… (Estende a mão).


- Esta carta contém uma coisa que eu não te posso contar. Há certas coisas, Armando, que não podemos confessar a nós mesmas, nem deixar que outros leiam em nossa frente. É uma prova de amor que eu estou te dando, juro pelo nosso amor, e não me pergunte mais nada.


- Guarde essa carta, Margarida, eu sei de tudo; Prudência me contou tudo esta manhã foi por isso que eu fui a Paris. Sei do sacrifício que ia fazer por minha causa. Mas eu também estava trabalhando pela nossa felicidade; agora já está tudo arranjado. É esse o segredo que você não me queria confiar? Como poderei algum dia agradecer tanto amor, Margarida?


- Então, agora que já sabe de tudo, me deixe ir embora.


- Ir embora!


- Me afastar, pelo menos. Seu pai pode chegar de um momento para outro. Eu estou aí mesmo no jardim, com Gustavo e Nichette, a dois passos de você, basta me chamar, que eu venho Como podia me separar de você? Acalme seu pai se ele estiver irritado, e depois, vamos realizar o nosso projeto, não é mesmo? Vamos viver juntos como dantes, felizes, como somos há três meses. Pois você é feliz, não é mesmo? E não tem nada a me censurar? Diga… eu gostaria de ouvir. Mas se te magoei, perdoe, foi sem querer, pois te amo mais do que tudo no mundo. E você também, não é mesmo? Você também me ama. E fosse qual fosse a prova de amor que eu te desse, não ia me desprezar, nem amaldiçoar?


- Mas por que essas lágrimas?


- Precisava chorar um pouco. Está vendo? Agora já estou calma. Vou procurar Nichette e Gustavo. Estou aqui mesmo, sempre tua, sempre te amando, sempre pronta a ir ao teu encontro. Viu, já estou sorrindo, até já, para sempre.


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