A Cartomante



Segue a cartomante.

Iluminando os breus daquilo que não vejo, seja por falta de amor ou amor demais.

Por indiferença ou por muito me afetar,

por vezes deixo pelo caminho histórias que,

fossem bem conhecidas,

poderiam organizar o meu caminho,

deixando mais claras as direções a seguir.


Não falei de afeto à toa.

A cartomante segue à risca seus afetos

- há quem chame de intuição,

há quem chame de guias espirituais,

há até quem chame de eu superior.

Importante mesmo é aquilo pelo que ela se deixa afetar:

Vozes que sussurram aos ouvidos das mulheres,

vozes tantas vezes silenciadas nas almas dos homens,

aquelas que emanam não da vontade rasa diária

mas das profundezas da intuição que todo mundo tem,

sobre o que é melhor para si,

ainda que se recuse a escutar.


A cartomante está atenta a essas vozes,

as que vêem tudo de bem perto...

as que vêem tudo de bem longe...

treina-se (ou é treinada) para tal.

Silencia para escutar, aparta-se para melhor compreender:

exercício estudado e sentido para aprender a ganhar perspectiva,

como quem ganha asas para ver as situações do mais alto que possa.

E assim, deitando as cartas na mesa,

abre um alfabeto cheio de imagens,

para que as vozes possam comunicar sua verdade,

tantas vezes esquecida no burburinho cotidiano.


Auxílio valioso de uma contadora das histórias reais,

pronta a ajudar quem perde-se em meio às próprias vozes e às alheias.

E quem não se perde, de vez em quando?

A cartomante é essa que oferece o sossego de um enredo que fala ao coração,

em meio a tantas personagens que povoam o vai-e-vem da vida.

Tantos interesses, tantas possibilidades, tantos afetos...

às vezes, só precisamos acessar certos pontos de vista e superar outros,

para, através de escolhas renovadas,

redirecionarmos toda a nossa história.


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